Assédio sexual no transporte: um crime banalizado pela superlotação e invisibilizado pelo constrangimento das vítimas

15/10/2011 – Assédio sexual no transporte: um crime banalizado pela superlotação e invisibilizado pelo constrangimento das vítimas

(retirado do site: http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2192&catid=43)

Sáb, 15 de Outubro de 2011 22:53

 

(Estadão.com/R7)O Metrô de São Paulo registrou mais um caso de violência sexual. Desta vez, a vítima foi uma estudante de 21 anos que foi molestada por um advogado dentro de um vagão da Linha 3-Vermelha, por volta das 18h40 da sexta-feira. O Metrô e a CPTM registraram, até julho deste ano, 43 casos de assédio contra passageiras em São Paulo. O Sindicato dos Metroviários está em campanha contra o assédio sexual e para que as mulheres não se sintam constrangidas em denunciar as violências sofridas.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a estudante relatou que o advogado Walter Dias Cordeiro Júnior colocou o pênis para fora da calça e passou a se esfregar nela. Em pé, dentro do trem lotado, ele teria impedido a jovem de deixar o vagão. Ela começou a passar mal e, quando os usuários foram socorrê-la, descobriram que estava sendo molestada.

Seguranças do Metrô levaram o advogado para a Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom). Ele foi preso em flagrante por violência sexual mediante fraude (quando o acusado tira a capacidade de resistência da vítima). Até a noite de sexta-feira o homem não tinha um advogado que o representasse e, segundo informações de um funcionário do distrito policial, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) recusou representá-lo pelo crime não ser funcional, isto é, por não estar ligado às atividades profissionais dele. 
Advogado é preso no metrô por molestar estudante (O Estado de S. Paulo – 16/10/2011)
Em SP, estudante é molestada por advogado dentro de um vagão do Metrô (Estadão.com – 15/10/2011)

Outros crimes sexuais no metrô

O Metrô e a CPTM registraram, até julho deste ano, 43 casos de assédio contra passageiras. As reclamações formais nunca foram significativas, devido ao constrangimento das vítimas.

Um dos casos registrados ocorreu na Estação Sacomã, da Linha 2-Verde, na zona sul, foi filmado por câmeras de segurança. Uma professora de 34 anos foi atacada depois de pedir informações para um homem.

Em abril deste ano, o Metrô registrou também o primeiro caso de estupro dentro de um trem. Uma supervisora de vendas que seguia na Linha 2-Verde, no sentido da Vila Madalena, foi violentada por um homem com as mãos.

Na época, o Metrô havia prometido intensificar a instalação de câmeras nos vagões. - Câmera do metrô de SP flagra tentativa de abuso sexual

Superlotação serve como desculpa

O delegado Valdir de Oliveira Rosa diz que “a maioria das mulheres não quer publicidade”. Já os acusados alegam inocência. “Sempre dizem que encostaram porque estava lotado. Esse problema é facilitado pela superlotação porque, “quando está como uma sardinha em lata, a pessoa se sente anônima, ninguém vê nada e não tem nem como reagir”, avalia Cláudio de Senna Frederico, ex-secretário dos Transportes Metropolitanos.- Assédio sexual no metrô incomoda usuário (Folha.com – 05/09/2005)

Metroviários em campanha contra assédio sexual

“Estamos em campanha contra o assédio sexual nos transportes públicos. É um problema que tem crescido”, diz Marisa dos Santos Mendes, diretora da Secretaria de Assuntos da Mulher do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. – Leia também: Sindicato dos Metroviários de São Paulo formalizou o pedido de retirada do quadro “Metrô Zorra Total”. 

Indicação de fontes

Marisa dos Santos Mendes - diretora da Secretaria de Assuntos da Mulher do Sindicato dos Metroviários de São Paulo
(11) 2095.3600 -mulher@metroviarios-sp.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.   

Bárbara Soares – pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da Universidade Candido Mendes
(21) 2531.2033 / 9854.4412

Maria Amélia de Almeida Teles (Amelinha) – coordenadora do Programa de Promotoras Legais Populares e da União de Mulheres de São Paulo
(11) 3283.4040 / 9601.4800 - amelinhateles@globo.comEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

About these ads

Deixe um comentário

Arquivado em Violência de Gênero, violência sexual

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s