LANÇAMENTO DA 33º CADERNOS NEGROS – UMA IMENSA DECEPCAO!

Pessoas que amam a arte, isso que está sendo denunciano abaixo não pode mais acontecer!!!

Respeito e admiração aos jovens artistas negr@s . Já faz algum tempo que nem vou aos lançamentos dos Cadernos Negros por estes e outros motivos… leiam abaixo e vamos discutir…

Amigos, eu, Naruna Costa, gostaria de compartilhar com vocês meu imenso descontentamento com a organização do lançamento do 33º CADERNOS NEGROS, que ocorreu na ultima sexta-feira, dia 17, na galeria Olido.
Fui convidada, assim como os atores Lucélia Sérgio e André Persant para fazer as intervenções poéticas dos textos que seriam lançados na noite. Nós, assim como o músico Di Ganzá e as cantoras Carol Aniceto e Liah jones, aceitamos a empreitada com prontidão, assim, na camaradagem, por acreditarmos na luta e nas batalhas conquistadas há cada ano, lançando nossos irmãos, gente que como nós, deseja transformar nossa história através da produção cultural!
Infelizmente, a organização do evento, aparentemente tão bonito e bem feito (realizado, repito: na Galeria Olido, no Centro de São Paulo), foi muito infeliz no tratamento.. Houveram muitos desencontros e muitas tentativas, de nossa parte, de fazer bem feito o que tínhamos nos prontificado.
Tudo foi equivocado conosco, desde o início, quando fomos “atirados” no palco, sem platéia, sem anunciarem o início do evento. Ficamos nós, as cantoras, vendidos em cena, à uma platéia pouca (a maioria nem havia entrado), que não entendia o que estava acontecendo, já que, formalmente, o evento ainda não havia começado. Uma situação constrangedora.
Mas, decidimos recomeçar, zerar, pedir desculpas a todos e reiniciar as intervenções, ja que a maioria, inclusive os autores, não tinham assistido. Combinamos tudo. Nos preparamos. A cantoras entraram, explicaram a situação de maneira muito generosa e bonita e reiniciamos.
Mas, mais uma vez, a ignorância nos atropelou e fomos interrompidos, no meio da intervenção, pelo sorteio dos livros. Livros que lançavam textos que nós estávamos prontos à interpretar ali. Naquele instante!
O Di Ganzá, (músico de muita relevância na pesquisa da musica afro). teve que se retirar do palco, e com ele, todos nós. Frustrados, infelizes e sem mais nenhum desejo de continuar tentando.. insistindo… investindo..
Decidimos ir embora!
E o pior de tudo foi ouvir os “discursos” do “pessoal da organização”… Nos taxando de irresponsáveis, amadores, estrelas e por aí vai!!
Perplexidade total!!
Cada vez menos eu queria estar ali, contribuir, compactuar com aquilo!
Quanta decepção…
Saber de todas as nossas lutas no movimento negro e periférico, e ver reproduzidas (nos que deveriam ser nossas referências) as mesmas atitudes daqueles que nos condicionaram à tanta miséria!
Miséria!
Essa é a palavra que me ficou daquela fartura de contradições que foi o evento!
Uma pena.
Pois valiosos são os CADERNOS NEGROS..
assim como os AUTORES NEGROS, os CANTORES NEGROS, os ATORES NEGROS e TODOS OS NEGROS que estavam lá fortalecendo e celebrando as conquistas de nosso povo NEGRO!
E é só por isso que escrevo essas palavras.. na esperança que, compartilhando o sofrimento e a insatisfação, possamos TODOS evitar o desrespeito com nossos irmãos!!!
Isso não se faz com o irmão.. ou… Não somos irmãos!
Carta apoiada pelo GRUPO CLARIÔ DE TEATRO e CAPULANAS CIA DE ARTE NEGRA.

para falar com a cia Capulanas: www.ciacapulanasblogspot.com

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Arquivado em literatura negra, relações raciais Brasil

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