Arquivo da categoria: sexualidade

Marco Feliciano pede prisão de duas mulheres que se beijavam em público

A ação ocorreu em São Sebastião, no litoral paulista. Após prestarem depoimento, as mulheres foram liberadas

Filipe Barros – Diario de Pernambuco

Publicação: 17/09/2013 09:38 Atualização: 17/09/2013 10:48

Feliciano pede prisão de duas mulheres que se beijavam em público. Foto: Monique Renne/CB/D.A Press
Feliciano pede prisão de duas mulheres que se beijavam em público. Foto: Monique Renne/CB/D.A Press

Um novo episódio de protesto com o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) veio a público nesta terça-feira (17).Duas jovens foram presas no domingo (15), em São Sebastião, no litoral paulista, quando se beijavam durante uma pregação do pastor.

A pedido do parlamentar, que foi aplaudido pelo público, Joana Palhares, 18 anos, e Yunka Mihura, 20, foram cercadas por agentes da Guarda Municipal que as algemaram e as levaram para a delegacia”A polícia militar que aqui está, dê um jeitinho naquelas duas garotas que estão se beijando. Aquelas duas meninas têm que sair daqui algemadas. Não adianta fugir, a guarda civil está indo até aí. Isso aqui não é a casa da mãe Joana, é a casa de Deus”, esclamou o deputado.

As mulheres reclamaram da violência da polícia. Segundo Joana, Yunka chegou a ser jogada contra uma grade próximo ao palco. Após prestarem depoimento, foram liberadas.

No mês passado, um grupo de jovens começou a cantar um grande sucesso do Mamonas Assassinas, ‘Robocop Gay’, que entre seus versos tem: ‘abra sua mente, gay também é gente’. Dançando, os jovens passam a mão na cabeça de Feliciano e na de seu acompanhante, que tentam permanecer impassíveis nas poltronas. Um dos versos da música foi alterado para: ‘Feliciano também pode, não tente disfarçar’. No Twitter, entretanto, Feliciano e o cantor Roberto Marinho, que o acompanha na agenda de fim de semana, manifestaram incômodo com a cena.

Desde que se tornou presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Feliciano tornou-se alvo de críticas. Os protestos se voltaram também contra o projeto apelidado de “cura gay” (arquivado em julho), que pretendia revogar uma resolução do Conselho Federal de Psicologia. A resolução determina que os profissionais não poderiam se engajar em nenhuma prática discriminatória e de reversão da homossexualidade.

Em entrevista ao programa Pânico na Band, da Rede Bandeirantes, o religioso rechaçou qualquer possibilidade de deixar o cargo. “Fui eleito por um colegiado. É um acordo partidário e acordo partidário não se quebra. Só se eu morrer”, disse o parlamentar. Feliciano afirmou ainda que renunciar ao cargo seria como assinar um atestado de confissão de que é racista.

retirado de: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2013/09/17/interna_politica,462642/marco-feliciano-pede-prisao-de-duas-mulheres-que-se-beijavam-em-publico.shtml

Deixe um comentário

Arquivado em direito humanos das mulheres, fim da lesbofobia, sexualidade

Marcha das Vadias na USP 25/11

Deixe um comentário

Arquivado em juventude e feminismo, liberdade, libertárias, MOVIMENTOS DE MULHERES, Mulher e politica, racismo e violência, sexualidade, Violência de Gênero, violência sexual

El Supremo brasileño legitima los matrimonios homosexuales:El alto tribunal zanja por primera vez por unanimidad una polémica nacional

El Supremo brasileño legitima los matrimonios homosexuales

El alto tribunal zanja por primera vez por unanimidad una polémica nacional

JUAN ARIAS – Río de Janeiro – 07/05/2011

En Brasil, donde los homosexuales suponen el 15% de la población y donde el elemento religioso tiene mucha fuerza, ha sido recibida como una conquista histórica la decisión del Supremo que, adelantándose al mismo Congreso, ha sancionado por unanimidad la legitimidad del matrimonio homosexual.

“Brasil es más laico y más igual”, se afirma en cientos de blogs

“Brasil es más laico y más igual”, se afirmaba ayer en cientos de blogs y comentarios mientras se ponía de relieve la oposición del Episcopado, que considera inconstitucional la decisión del Supremo, ya que, según los obispos católicos, solo la unión de “un hombre y una mujer” puede ser considerada matrimonio, según el arzobispo de Río de Janeiro, Orani João Tempesta.

En el Congreso, donde el reconocimiento de las uniones homosexuales se arrastra desde hace años, dejando un vacio jurídico, la decisión del Supremo ha sido recibida de formas muy diferentes, desde los que aplauden dicha decisión por considerar que Brasil es ya un país maduro y desarrollado capaz de aceptar no solo la familia tradicional, sino también las homosexuales, a los que como el diputado Jair Bolsonaro, del Partido Progresista (PP), llegaron a decir con sarcasmo: “La próxima decisión del Supremo, será la legitimación de la pedofilia”.

La sentencia ha sido considerada histórica también porque es la primera vez que el Supremo, por unanimidad, ha zanjado una polémica nacional. Respondiendo indirectamente a las objeciones de la Iglesia, el magistrado del Supremo, Celso de Melo, afirmó: “La república es laica y por tanto, aunque respete todas las religiones, no se pueden confundir cuestiones jurídicas con cuestiones de carácter moral o religioso”. La Iglesia, que reconoce derechos civiles de las parejas homosexuales, se niega rotundamente a que sean equiparadas a la familia tradicional que, según los obispos, es la única reconocida por Dios y por el derecho natural.

La sentencia ha despertado, sin embargo, un enorme interés en la opinión pública y llevó en seguida a la incandescencia a las redes sociales, hasta el punto de que a las pocas horas había ya, sobre el tema, 60.000 entradas en Twitter, y sigue siendo la noticia más comentada en los Trending Topics brasileños.

En general, los mensajes son de bienvenida a la nueva ley, aunque no han faltado comentarios desfavorables, como el del pastor evangélico Marco Feliciano, que colgó en Twitter el siguiente mensaje: “Ha sido oficializado el inicio de la decandencia moral, de la familia y de todo lo que debe creer un cristiano”. El abogado del Episcopado, Hugo Cisneros, tampoco se quedó corto en las críticas al Supremo y con clara ironía afirmó: “Polígamos e incestuosos pueden alegrarse. Ustedes también buscan afecto”.

La decisión del Supremo supone que, a partir de ahora, y sin necesidad ya de un voto del Congreso, toda pareja tendrá los mismos derechos en relación a asuntos como herencias, pensiones y planes de salud, y abre la puerta a la posibilidad de la adopción de hijos por parte de las parejas homosexuales. Como consecuencia, tendrán que ser revisadas más de cien leyes anteriores.

Deixe um comentário

Arquivado em direitos sexuais e reprodutivos, Politica nacional, sexualidade