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Acompanhe aqui o depoimento de Lindemberg

retirado do site: (http://www.dgabc.com.br/News/5941951/acompanhe-aqui-o-depoimento-de-lindemberg.aspx

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 18:41 [Atualizada]

Acompanhe aqui o depoimento de Lindemberg

Do Diário OnLine0

Lindemberg Alves Fernandes, acusado de matar Eloá Pimentel em outubro de 2008, após mantê-la refém por cerca de 100 horas dentro do apartamento da vítima, em Santo André, fala ao Tribunal do Júri desde as 14h15 desta quarta-feira. Acompanhe aqui algumas das declarações do acusado, segundo o twitter  do Tribunal de Justiça de São Paulo:

“Quero pedir perdão para a mãe dela (Eloá) em público, pois eu entendo a sua dor”;

“Estava armado, pois dias antes recebi ameaças de morte pelo telefone. Era para garantir minha segurança”;

“Puxei a arma para Eloá quando ela começou a gritar comigo, mentindo que ela não tinha ficado com o Victor”;

“Mandei os três saírem do apartamento, pois eu queria conversar com ela sozinha. Mas eles se recusaram”;

“Estou aqui para falar a verdade, afinal tenho uma dívida muito grande com a família dela”;

“Quando a polícia chegou, fiquei apavorado. Não sabia o que fazer”;

“Procurávamos nos distrair durante o tempo que ficamos no apartamento. Ouvíamos música e conversávamos bastante”;

“Só não saímos pois tínhamos medo da reação da polícia”;

“Infelizmente foi uma vida que se foi, mas em alguns momentos levamos aquela situação como se fosse uma brincadeira”;

“Quando a polícia invadiu, a Eloá fez menção de levantar e eu, sem pensar, atirei. Foi tudo muito rápido”;

“Não posso dizer se atirei ou não na Nayara. Eu não me lembro”;

“Eu estava muito nervoso e tomei atitudes impensadas. Atirei para o chão para manter a polícia longe do apartamento”;

“Pela dor da família. Eles são as vítimas. Se estou encarcerado, estou pagando por algo que eu fiz”, respondeu Lindemberg quando perguntado sobre a garantia de estar falando a verdade;

“Eu não vim aqui para dar show, para comover ninguém”.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 20:32 [Atualizada]

Termina terceiro dia de julgamento do caso Eloá

Do Diário OnLine

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Terminou por volta das 19h45 desta quarta-feira o terceiro dia de julgamento do caso Eloá Pimentel, realizado no Fórum em Santo André. Lindemberg Alves Fernandes, acusado de matar a ex-namorada em outubro de 2008, falou pela primeira vez sobre o crime. Ele depôs por mais de cinco horas, pediu perdão à família da vítima e admitiu que efetuou disparos contra a garota.

“Quero pedir perdão para a mãe dela (Eloá) em público, pois eu entendo a sua dor”, disse. “Quando a polícia invadiu, a Eloá fez menção de levantar e eu, sem pensar, atirei. Foi tudo muito rápido”, explicou.

Acompanhe aqui alguns trechos do depoimento de Lindemberg

Clique aqui para conferir a galeria de fotos

Quando questionado sobre o disparo contra Nayara Rodrigues, amiga da vítima, o acusado disse não se lembrar. “Não posso dizer se atirei ou não na Nayara. Eu não me lembro.”

O julgamento esta previsto para ser retomado na manhã desta quinta-feira às 9h, com os debates de acusação e defesa. Um júri formado por seis homens e uma mulher decidirá se o réu é ou não culpado pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio, cárcere privado e disparo de arma de fogo. Só então a juíza lerá a sentença e a pena definida.

Ainda hoje foi ouvido o depoimento da última testemunha de defesa, Paulo Sérgio Squiavano, membro do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) e que participou da operação na época do ocorrido. A oitiva durou quase duas horas.

Confira abaixo os trechos mais importantes do depoimento de Lindemberg.

Motivação – Lindemberg alega que o sequestro começou quando ele chegou no apartamento de Eloá e a encontrou acompanhada de Nayara e os outros dois meninos.

Segundo ele, a ex-namorada se atrapalhou ao explicar a presença de Victor Lopes de Campos, uma vez que sabia que Iago Vilela de Oliveira era namorado de Nayara.

Ele ficou furioso porque eles haviam reatado o namoro no sábado anterior ao sequestro e haviam prometido que contariam um para o outro tudo que acontecesse na vida deles.

Ao pressionar Victor, o menino admitiu ter beijado Eloá, que continuou negando o ocorrido. Foi neste momento que Lindemberg mostrou que estava armado. “Infelizmente, doutora, trair hoje é normal, mas eu não sou um cara que admite traição.” Ele ainda chegou a declarar: “Qualquer pessoa por estar armada, após saber que sua namorada estava beijando outro garoto, ia tomar uma medida mais extrema e atirar nela (Eloá) de primeira”.

Arma– O acusado contou que adquiriu a arma de um senhor que estava vendendo todos os pertences no Parque da Juventude, em Santo André, para poder voltar para sua terra natal. Entre os itens oferecidos estavam o revólver e a munição.

Lindemberg explicou que comprou o artefato, pois ele já havia recebido três ameaças de morte vinte dias antes do sequestro começar. A partir de então, ele passou a andar armado o tempo todo. “Eu não tinha inimigos e não tinha arrumado briga com ninguém. Não sei quem poderia ter feito isso, mas fiquei com medo.”

Cárcere – O sequestro foi descoberto quando o pai de um dos meninos foi buscá-lo na casa de Eloá. Neste momento, Lindemberg abriu a porta, mostrou a arma e informou que os jovens estavam em seu poder e que só os deixaria sair depois que conversasse com sua namorada. O pai, então, acionou a polícia.

“Depois do primeiro dia, após ver as viaturas, precisei de um tempo para assimilar tudo o que estava acontecendo, aquele monte de policiais, de jornalistas, eu nunca tinha sido preso, eu não estava acostumado com isso.”

O réu deixou claro em seu depoimento que sempre permitiu a saída de Nayara, Victor e Iago, mas fazia questão da presença de Eloá.

Os amigos se recusaram a deixar Eloá sozinha com Lindemberg e a decisão de voltar ao apartamento partiu de Nayara, pois ela gostaria que todos saíssem daquela situação juntos.

Ele contou que a ex-namorada o lembrou do sequestro ocorrido no Rio de Janeiro com o ônibus 174, e que ao mesmo tempo que ele não confiava na polícia, ela também tinha medo de morrer e não desejava deixar o apartamento.

Agressões – O acusado nega que tenha agredido Eloá durante o tempo que permaneceu com ela no cárcere. Segundo ele, ela gritava e chorava sem que ele tivesse feito alguma coisa. Ele afirma que o único momento em que “encostou a mão” nela foi quando, ao mostrar o revólver, Eloá tentou agarrá-lo e com medo de que ela o desarmasse, a empurrou no sofá.

Família de Eloá – Lindemberg contou que sempre teve uma boa relação com a família de Eloá, exceto com o irmão mais velho, Ronickson Pimentel dos Santos.

Ele afirmou que confiava em Everton, irmão caçula da vítima, e por isso só aceitou negociar com ele. “Confiava muito mais nele do que na polícia.”

Durante o depoimento, todas as vezes que o acusado toca no assunto, sua voz fica embargada. Ele faz questão de chamar a mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel da Silva, de Dona Tina.

Os disparos – De acordo com o réu, ele, Nayara e Eloá estavam prontos para sair do apartamento pouco antes da invasão da polícia. A intenção, segundo Lindemberg, era sair sem avisar ninguém, pois ele temia por sua vida.

Quando houve a explosão na porta, Eloá fez menção de levantar e, “sem pensar”, ele disparou a arma. “Depois que atirei na Eloá fiquei meio atordoado. Quando me recuperei já estava no chão sendo agredido pelos policiais”, completou. O acusado negou que, antes disso, tenha atirado no sargento da Polícia Militar Atos Antônio Valeriano. Ele afirmou que foi um disparo acidental por não saber manusear a espingarda que havia encontrado na casa de Eloá.

“Infelizmente foi uma vida que se foi. É difícil falar isso, mas em alguns momentos nós três levamos aquilo tudo na brincadeira.” (Com informações de Cadu Proieti, Elaine Granconato e Rafael Ribeiro)

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Arquivado em femicidio, Violência de Gênero, Violência e preconceito, violência policial

linderberg alves é julgado por assassinato de Eloá. 6 homens e uma mulher como juri…

Vamos acompanhar este julgamento que poderá ser exemplar para a punição de assassinatos baseados em desigualdades de gênero.

Lindemberg Alves é julgado em Santo André

Mais forte fisicamente e sem as algemas, Lindemberg olha para o chão e para a juíza. Juri é formado por seis homens e uma mulher

Carolina Garcia, iG São Paulo 13/02/2012 10:39 – Atualizada às 13:13

Texto:

Começou por volta das 10h30 o julgamento de Lindemberg Alves, acusado de matar Eloá Pimentel, de 15 anos, sua ex-namorada, em 13 de outubro de 2008. O réu chegou ao fórum de Santo André por volta das 8h10 em um carro de polícia. Sentado na cadeira que vai acompanhar o júri, Lindemberg, que está mais forte do que na época em que foi preso, olha para o chão ou para a juíza na maioria do tempo e demonstra calma.

Veja imagens do julgamento de Lindemberg Alves
Crimes: 
relembre o caso Eloá
O júri: 
saiba como será o julgamento de Lindemberg
Defesa: “Ele é um bom rapaz, ingênuo”, diz advogada de Lindemberg
Mãe de Eloá: 
“A Justiça é a condenação dele”

 

Foto: AE

Lindemberg sentado no bando dos réus

 

Na primeira parte do julgamento foi feito o sorteio das pessoas que irão compor o júri. Ao todo, 25 jurados – todos residentes de Santo André – foram convocados e indicados pela Justiça. Após sorteio e as escolhas feitas pelas partes, o júri foi composto por 6 homens e uma mulher.

Após a escolha do júri, a defesa apresentou para a juíza alguns pedidos. Foram autorizadas as trocas de testemunhas que faltaram ao julgamento. O perito Nelson Gonçalves será substituído pela mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, e o depoimento da jornalista da rede Record Ana Paula Neves será trocado pelo de Everton Douglas, irmão mais novo de Eloá. Ainda foi autorizada a retirada das algemas de Lindemberg durante o julgamento. A inclusão de novos documentos aos autos do processo foi negada pela juíza.

Então foi iniciada a apresentação vídeos que as duas partes levaram ao julgamento. A acusação apresentou apenas um vídeo, já a defesa exibiu 13 até o recesso para o almoço decidido pela juíza. O julgamento deve ser retomado às 14h.

O dia

Na chegada ao férum de Santo André, apenas a advogada de defesa de Lindemberg, Ana Lúcia Assad; e a mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, falaram com a imprensa. A estudante Nayara Rodrigues da Silva, baleada durante o sequestro; e Iago Vilera de Oliveira, um dos estudantes que foi mantido refém pelo acusado, entraram sem dar declarações.

Eloá foi retida em casa em uma segunda-feira, e mais de cem horas depois, na sexta-feira, morreu ao levar dois tiros. Nayara Rodrigues, 15, foi baleada no rosto, mas sobreviveu. Outros dois garotos foram liberados ilesos no primeiro dia de sequestro. Na ocasião, Lindemberg foi preso e encaminhado para o presídio de Tremembé (SP).

 

Foto: AE

A estudante Nayara Rodrigues da Silva chega ao fórum de Santo André sem falar com a imprensa

 

O julgamento

Dezenove testemunhas podem ser ouvidas durante o julgamento – cinco de acusação, arroladas pela promotora de Justiça Daniela Hashimoto, e outras 14 de defesa, convidadas pela advogada Ana Lúcia Assad. Cinco repórteres e apresentadores de emissoras de televisão, peritos criminais e policiais foram chamados pela defesa. A ideia é mostrar como a cobertura jornalística pode ter influenciado negativamente o réu.

Perfil violento e manipulador: Lindemberg estava decidido a matar Eloá, defende acusação

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Para a TV Globo, sexo sim, escândalo sim, discussão sobre limites éticos e legais no BBB não!, por Jacira Melo

17 de janeiro de 2012- retirado do site da Patricia Galvão (www.agenciapatriciagalvao.org.br)
Para a TV Globo, sexo sim, escândalo sim, discussão sobre limites éticos e legais no BBB não!, por Jacira Melo
A decisão da TV Globo de expulsar do reality show o participante Daniel sob suspeita de ter abusado sexualmente da colega Monique, após a polêmica sobre estupro haver explodido nas redes sociais, é muito clara: a emissora reagiu em função da repercussão negativa e não em razão do estupro transmitido ao vivo via satélite. Não interessa à TV e nem à lógica do Big Brother Brasil um debate sobre ética no programa ou na TV.

Boninho, diretor do BBB, em um primeiro momento argumentou que “Daniel era vítima de racismo”, provavelmente em uma tentativa de duplicação do debate: estupro ou racismo? Após a intervenção da Polícia, que ameaçou tirar o programa do ar, Boninho mudou de estrategia e afirmou que Daniel “passou dos limites”.

O apresentador Pedro Bial foi lacônico ao anunciar a expulsão do participante. Aliás, no episódio do BBB que alcançou o maior índice de audiência até hoje, Bial – por explícita conveniência – não detalhou para os telespectadores – e ao que tudo indica nem mesmo aos outros participantes – qual foi o motivo da eliminação de Daniel. Ao anunciar sua saída, alegou somente que Daniel havia “infringido as regras do programa”.

Passaram do limite a Rede Globo, Boninho e o participante Daniel. Infringiram a regra da ética. O diretor e a produção do BBB foram omissos, assistiram de camarote, na madrugada de sábado para domingo, ao desenrolar do que tudo indica ter sido um estupro transmitido ao vivo pela TV brasileira. Poderiam ter agido e impedido o suposto crime. Mas aquilo tudo – o estupro e a transmissão ao vivo aos espectadores pagantes – fazia parte da festa, do show. Tudo leva a crer que apostaram no escândalo, na polêmica, na dúvida sobre o caráter de Daniel, mas também de Monique. Apostaram que surgiriam os argumentos preconceituosos comuns nesse tipo de caso: “ela deu mole, facilitou, provocou”. Afinal, os participantes sabem os riscos que correm pelo fato de o programa ser transmitido ao vivo.

A TV Globo parece ter entendido rapidamente os riscos que corre. A denúncia sobre o possível estupro explodiu primeiro nas redes sociais, pautando sites de notícias e blogs, que passaram a indicar links para o YouTube: estupro no BBB12. Em pouco tempo, o caso tornou-se o tema mais comentado na internet.

E o que era para ser uma festa no BBB e mais um escândalo de audiência saiu do controle. A edição do BBB de 2012 tem cinco patrocinadores – AmBev (Guaraná Antarctica), Fiat, Niely, Schincariol (Devassa) e Unilever (Omo) – que, segundo informações da imprensa, desembolsaram R$ 20,6 milhões cada um para terem suas marcas no programa, totalizando R$ 103 milhões. Sabe-se que a discussão sobre limites éticos e legais na produção de conteúdo e patrocínio de programas é uma questão que causa verdadeiro pânico na TV.

Pois esse episódio aponta para duas tendências do público: a primeira evidencia que o telespectador passou, com as tecnologias de comunicação, a ver TV e emitir sua opinião a partir de seu próprio juízo; a segunda tendência revela que a sociedade já identifica com mais clareza situações de violência contra a mulher e que a violação do corpo e da intimidade de uma mulher já é debatida como questão de direito e justiça.

São sinais claros de avanços na agenda de debates e da participação da cidadania. Falta agora que os veículos de mídia também aceitem participar desse debate sobre os limites éticos e legais de seus conteúdos e estratégias para conquistar audiências. Também faltam posições inequívocas das instituições democráticas do país sobre as consequências previstas para esse tipo de atitude de emissoras de TV, para que possam ser responsabilizadas editorialmente sobre os conteúdos transmitidos.

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Jacira Vieira de Melo
 – Graduada em Filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre em Ciências da Comunicação na Escola de Comunicações e Artes da USP e especialista em Comunicação Social e Política na perspectiva de gênero e raça. É diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão – Mídia e Direitos.
(11) 3262.2452 / 7618.9731 – jaciramelo@uol.com.br

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VÍCTIMAS DE LAS PAVAS SE CONGRERGARAN MAÑANA EN PLAZA DE BOLÍVAR/MASACRE DE STO DOMINGO: 13 AÑOS DE IMPUNIDAD/POR LA MASACRE DE CAJAMARCA EL ESTADO DEBE PEDIR PERDÓN‏

El próximo miércoles 14 de diciembre

VÍCTIMAS DE LAS PAVAS SE CONGREGARAN EN LA PLAZA DE BOLÍVAR

(Colombia)(Autor: Comunidades)(Fecha: Diciembre 13 de 2011)


Ciento veinte víctimas de la Comunidad de las Pavas, se darán cita el próximo miércoles 14 de diciembre, a partir de las 9 de la mañana en la Plaza de Bolívar, con el fin de solicitarle al Presidente Juan Manuel Santos, se disculpe públicamente por las declaraciones emitidas por el gobierno nacional, en las que se desconoció la condición de víctimas de esta comunidad, estigmatizándolas y aumentando su situación de vulnerabilidad y riesgo.

 

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Diciembre 13 de 1998

MASACRE DE SANTO DOMINGO: 13 AÑOS DE IMPUNIDAD

(Colombia)(Autor: Ccajar)(Fecha: Diciembre 13 de 2011)

 

“Estábamos parte de la comunidad reunidos en la carretera, cuando yo miré que el helicóptero lanzó unas cosas que parecían papeles, yo les dije a los que estábamos reunidos que el helicóptero nos había tirado papeles, pero nadie creyó que iba a caer ahí, por lo que estaban luchando en los alrededores del caserío.  Y al momento los escuchamos que esas cosas venían ya que silbaban encima de nosotros y no nos dio tiempo de correr, porque en el instante sentimos esa explosión terrible encima de nosotros quedamos todos aturdidos y en el instante no se podía detallar nada, porque ahí donde estábamos estaba lleno de humo completamente […]

 

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MASACRE DE CAJAMARCA CONSTITUYE CRIMEN DE LESA HUMANIDAD

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FISCALÍA REGIONAL FRUSTRA AUDIENCIA DE ALEGATOS FINALES Y DE SENTIDO DEL FALLO EN EL CASO CONTRA LOS TRABAJADORES CORTEROS DE CAÑA

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La Juez 3ra Penal Especializada del Circuito Judicial de Buga, no aceptó las excusas del Fiscal Elox Gabriel Prada, por su inasistencia a la audiencia de juicio público y oral programada para el pasado 12 de diciembre, en la Sala de Audiencias  del Palacio de Justicia de Buga, en el caso de la acusación en contra de los cuatro líderes corteros de caña Omar Enrique Sedano, Raúl Chacón, Oscar de Jesús Bedoya y José Oney Valencia y los acompañantes y Defensores de Derechos Humanos  Juan Pablo Ochoa y Alberto Bejarano S.

 

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