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Marcha de las motas, põe em check racismo no Uruguai

El círculo se estrecha

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Fotografía: Nairí Aharonian

19.12.2012 08:48

Hoy se realiza la “Marcha de las motas”, la movilización que se organizó en repudio a la agresión a Tania Ramírez. El taxista que transportó a las agresoras de Ramírez prestó testimonio, gracias a lo cual, según versiones de prensa, la Policía pudo visitar los domicilios de tres de las agresoras. Las mismas habrían viajado al interior.

Hoy se realiza la “Marcha de las motas”, la movilización que se organizó para repudiar la agresión a Tania Ramírez, funcionaria del Ministerio de Desarrollo Social (Mides) y activista por los derechos de la población afrodescendiente. La actividad cuenta con el apoyo de diferentes instituciones sociales, organismos del Estados y todos los partidos políticos.

La marcha parte a las 18 horas desde el Obelisco y recorrerá 18 de Julio hasta la Universidad de la República. En caso de lluvia, la actividad se suspende para el día jueves.

A nivel judicial, el taxista que transportó a las mujeres que agredieron a Ramírez a la salida del boliche Azabache, prestó testimonio ante la Policía. El trabajador se presentó voluntariamente ante las autoridades y quedó en libertad.

En cuanto a la investigación policial, el subjefe de Relaciones Públicas, Álvaro De Lorenzo, dijo a Montevideo Portal que dos de las agresoras ya fueron identificadas. Según una versión que maneja hoy Unoticias, la policía visitó los domicilios de tres de las cinco mujeres buscadas por la golpiza. Se trata de una mujer de 25, su madre de 45 y otra de 26, que viven en Malvin, Gruta de Lourdes y Piedras Blancas, pero que decidieron irse al interior para evitar pasar las fiestas en prisión.

El jefe de Relaciones Públicas de la Policía, José Luis Rondán, dijo a Montevideo Portal que si bien no hay información oficial al respecto, la localización de los domicilios podría haberse logrado a través del testimonio del taxista que transportó a las agresoras.

País racista

El martes, Elizabeth Suárez, integrante de Mizangas, dijo a Montevideo Portal que “de alguna manera esta situación que se evidencia a nivel de los medios, es porque Tania era conocida públicamente. Entendemos que no es un caso aislado. Es un caso de los tantos de discriminación que existen a nivel nacional. Es aberrante y una vergüenza. Estamos satisfechos por la respuesta obtenida, y entendemos que la sociedad está asqueada con estas situaciones que transitan con total impunidad”.

La integrante de Mizangas, considera que “Uruguay es sin lugar a duda un país racista”.

Movilización de Mizangas

Este lunes se pronunció el gobierno a través de un comunicado del Ministerio de Desarrollo Social (Mides) en el que convocó “a toda la ciudadanía a participar de la movilización de Mizangas”.

El Mides expresó “su más absoluto rechazo” a la “brutal acción de motivación racista”, por lo que decidió instar a la población a asistir a la movilización “por justicia y contra el racismo”.

También se pronunciaron las organizaciones Mundo Afro y la Casa de la Cultura Afrouruguaya. Ambas manifestaron su repudio a la agresión a Ramírez y su compromiso por el esclarecimiento de los hechos, a la vez que llamaron a participar de la manifestación del miércoles próximo.

Por su parte, el Comité Central Israelita del Uruguay condenó este lunes “el brutal atentado racista contra la joven Tania Ramírez”.

También la B’nai B’rith se sumó a la indignación por el ataque a Ramírez y pidió que se le aplique a los responsables “todo el peso de las normas”. Esta organización judía será otra de las participantes de la concentración.

En tanto, el Partido Nacional y el Partido Colorado resolvieron apoyar las convocatorias. Los blancos lo resolvieron esta mañana en la sesión de su directorio, según informó la dirigente Beatriz Argimón. Por su parte, el Comité Ejecutivo Nacional del Partido Colorado emitió una declaración en que manifestó su rechazo a “las situaciones de violencia que conmocionan a la sociedad uruguaya” y sumó su adhesión a la convocatoria.

Desde el Partido Independiente, su presidente, Pablo Mieres, planteó a todos los partidos su iniciativa a unirse a una manifestación, lo que recibió una respuesta positiva de blancos, colorados y frenteamplistas.

Montevideo Portal

Retirado de: http://www.montevideo.com.uy/notnoticias_187540_1.html

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Acompanhe aqui o depoimento de Lindemberg

retirado do site: (http://www.dgabc.com.br/News/5941951/acompanhe-aqui-o-depoimento-de-lindemberg.aspx

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 18:41 [Atualizada]

Acompanhe aqui o depoimento de Lindemberg

Do Diário OnLine0

Lindemberg Alves Fernandes, acusado de matar Eloá Pimentel em outubro de 2008, após mantê-la refém por cerca de 100 horas dentro do apartamento da vítima, em Santo André, fala ao Tribunal do Júri desde as 14h15 desta quarta-feira. Acompanhe aqui algumas das declarações do acusado, segundo o twitter  do Tribunal de Justiça de São Paulo:

“Quero pedir perdão para a mãe dela (Eloá) em público, pois eu entendo a sua dor”;

“Estava armado, pois dias antes recebi ameaças de morte pelo telefone. Era para garantir minha segurança”;

“Puxei a arma para Eloá quando ela começou a gritar comigo, mentindo que ela não tinha ficado com o Victor”;

“Mandei os três saírem do apartamento, pois eu queria conversar com ela sozinha. Mas eles se recusaram”;

“Estou aqui para falar a verdade, afinal tenho uma dívida muito grande com a família dela”;

“Quando a polícia chegou, fiquei apavorado. Não sabia o que fazer”;

“Procurávamos nos distrair durante o tempo que ficamos no apartamento. Ouvíamos música e conversávamos bastante”;

“Só não saímos pois tínhamos medo da reação da polícia”;

“Infelizmente foi uma vida que se foi, mas em alguns momentos levamos aquela situação como se fosse uma brincadeira”;

“Quando a polícia invadiu, a Eloá fez menção de levantar e eu, sem pensar, atirei. Foi tudo muito rápido”;

“Não posso dizer se atirei ou não na Nayara. Eu não me lembro”;

“Eu estava muito nervoso e tomei atitudes impensadas. Atirei para o chão para manter a polícia longe do apartamento”;

“Pela dor da família. Eles são as vítimas. Se estou encarcerado, estou pagando por algo que eu fiz”, respondeu Lindemberg quando perguntado sobre a garantia de estar falando a verdade;

“Eu não vim aqui para dar show, para comover ninguém”.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 20:32 [Atualizada]

Termina terceiro dia de julgamento do caso Eloá

Do Diário OnLine

21 comentário(s)

 

Terminou por volta das 19h45 desta quarta-feira o terceiro dia de julgamento do caso Eloá Pimentel, realizado no Fórum em Santo André. Lindemberg Alves Fernandes, acusado de matar a ex-namorada em outubro de 2008, falou pela primeira vez sobre o crime. Ele depôs por mais de cinco horas, pediu perdão à família da vítima e admitiu que efetuou disparos contra a garota.

“Quero pedir perdão para a mãe dela (Eloá) em público, pois eu entendo a sua dor”, disse. “Quando a polícia invadiu, a Eloá fez menção de levantar e eu, sem pensar, atirei. Foi tudo muito rápido”, explicou.

Acompanhe aqui alguns trechos do depoimento de Lindemberg

Clique aqui para conferir a galeria de fotos

Quando questionado sobre o disparo contra Nayara Rodrigues, amiga da vítima, o acusado disse não se lembrar. “Não posso dizer se atirei ou não na Nayara. Eu não me lembro.”

O julgamento esta previsto para ser retomado na manhã desta quinta-feira às 9h, com os debates de acusação e defesa. Um júri formado por seis homens e uma mulher decidirá se o réu é ou não culpado pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio, cárcere privado e disparo de arma de fogo. Só então a juíza lerá a sentença e a pena definida.

Ainda hoje foi ouvido o depoimento da última testemunha de defesa, Paulo Sérgio Squiavano, membro do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) e que participou da operação na época do ocorrido. A oitiva durou quase duas horas.

Confira abaixo os trechos mais importantes do depoimento de Lindemberg.

Motivação – Lindemberg alega que o sequestro começou quando ele chegou no apartamento de Eloá e a encontrou acompanhada de Nayara e os outros dois meninos.

Segundo ele, a ex-namorada se atrapalhou ao explicar a presença de Victor Lopes de Campos, uma vez que sabia que Iago Vilela de Oliveira era namorado de Nayara.

Ele ficou furioso porque eles haviam reatado o namoro no sábado anterior ao sequestro e haviam prometido que contariam um para o outro tudo que acontecesse na vida deles.

Ao pressionar Victor, o menino admitiu ter beijado Eloá, que continuou negando o ocorrido. Foi neste momento que Lindemberg mostrou que estava armado. “Infelizmente, doutora, trair hoje é normal, mas eu não sou um cara que admite traição.” Ele ainda chegou a declarar: “Qualquer pessoa por estar armada, após saber que sua namorada estava beijando outro garoto, ia tomar uma medida mais extrema e atirar nela (Eloá) de primeira”.

Arma– O acusado contou que adquiriu a arma de um senhor que estava vendendo todos os pertences no Parque da Juventude, em Santo André, para poder voltar para sua terra natal. Entre os itens oferecidos estavam o revólver e a munição.

Lindemberg explicou que comprou o artefato, pois ele já havia recebido três ameaças de morte vinte dias antes do sequestro começar. A partir de então, ele passou a andar armado o tempo todo. “Eu não tinha inimigos e não tinha arrumado briga com ninguém. Não sei quem poderia ter feito isso, mas fiquei com medo.”

Cárcere – O sequestro foi descoberto quando o pai de um dos meninos foi buscá-lo na casa de Eloá. Neste momento, Lindemberg abriu a porta, mostrou a arma e informou que os jovens estavam em seu poder e que só os deixaria sair depois que conversasse com sua namorada. O pai, então, acionou a polícia.

“Depois do primeiro dia, após ver as viaturas, precisei de um tempo para assimilar tudo o que estava acontecendo, aquele monte de policiais, de jornalistas, eu nunca tinha sido preso, eu não estava acostumado com isso.”

O réu deixou claro em seu depoimento que sempre permitiu a saída de Nayara, Victor e Iago, mas fazia questão da presença de Eloá.

Os amigos se recusaram a deixar Eloá sozinha com Lindemberg e a decisão de voltar ao apartamento partiu de Nayara, pois ela gostaria que todos saíssem daquela situação juntos.

Ele contou que a ex-namorada o lembrou do sequestro ocorrido no Rio de Janeiro com o ônibus 174, e que ao mesmo tempo que ele não confiava na polícia, ela também tinha medo de morrer e não desejava deixar o apartamento.

Agressões – O acusado nega que tenha agredido Eloá durante o tempo que permaneceu com ela no cárcere. Segundo ele, ela gritava e chorava sem que ele tivesse feito alguma coisa. Ele afirma que o único momento em que “encostou a mão” nela foi quando, ao mostrar o revólver, Eloá tentou agarrá-lo e com medo de que ela o desarmasse, a empurrou no sofá.

Família de Eloá – Lindemberg contou que sempre teve uma boa relação com a família de Eloá, exceto com o irmão mais velho, Ronickson Pimentel dos Santos.

Ele afirmou que confiava em Everton, irmão caçula da vítima, e por isso só aceitou negociar com ele. “Confiava muito mais nele do que na polícia.”

Durante o depoimento, todas as vezes que o acusado toca no assunto, sua voz fica embargada. Ele faz questão de chamar a mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel da Silva, de Dona Tina.

Os disparos – De acordo com o réu, ele, Nayara e Eloá estavam prontos para sair do apartamento pouco antes da invasão da polícia. A intenção, segundo Lindemberg, era sair sem avisar ninguém, pois ele temia por sua vida.

Quando houve a explosão na porta, Eloá fez menção de levantar e, “sem pensar”, ele disparou a arma. “Depois que atirei na Eloá fiquei meio atordoado. Quando me recuperei já estava no chão sendo agredido pelos policiais”, completou. O acusado negou que, antes disso, tenha atirado no sargento da Polícia Militar Atos Antônio Valeriano. Ele afirmou que foi um disparo acidental por não saber manusear a espingarda que havia encontrado na casa de Eloá.

“Infelizmente foi uma vida que se foi. É difícil falar isso, mas em alguns momentos nós três levamos aquilo tudo na brincadeira.” (Com informações de Cadu Proieti, Elaine Granconato e Rafael Ribeiro)

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linderberg alves é julgado por assassinato de Eloá. 6 homens e uma mulher como juri…

Vamos acompanhar este julgamento que poderá ser exemplar para a punição de assassinatos baseados em desigualdades de gênero.

Lindemberg Alves é julgado em Santo André

Mais forte fisicamente e sem as algemas, Lindemberg olha para o chão e para a juíza. Juri é formado por seis homens e uma mulher

Carolina Garcia, iG São Paulo 13/02/2012 10:39 – Atualizada às 13:13

Texto:

Começou por volta das 10h30 o julgamento de Lindemberg Alves, acusado de matar Eloá Pimentel, de 15 anos, sua ex-namorada, em 13 de outubro de 2008. O réu chegou ao fórum de Santo André por volta das 8h10 em um carro de polícia. Sentado na cadeira que vai acompanhar o júri, Lindemberg, que está mais forte do que na época em que foi preso, olha para o chão ou para a juíza na maioria do tempo e demonstra calma.

Veja imagens do julgamento de Lindemberg Alves
Crimes: 
relembre o caso Eloá
O júri: 
saiba como será o julgamento de Lindemberg
Defesa: “Ele é um bom rapaz, ingênuo”, diz advogada de Lindemberg
Mãe de Eloá: 
“A Justiça é a condenação dele”

 

Foto: AE

Lindemberg sentado no bando dos réus

 

Na primeira parte do julgamento foi feito o sorteio das pessoas que irão compor o júri. Ao todo, 25 jurados – todos residentes de Santo André – foram convocados e indicados pela Justiça. Após sorteio e as escolhas feitas pelas partes, o júri foi composto por 6 homens e uma mulher.

Após a escolha do júri, a defesa apresentou para a juíza alguns pedidos. Foram autorizadas as trocas de testemunhas que faltaram ao julgamento. O perito Nelson Gonçalves será substituído pela mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, e o depoimento da jornalista da rede Record Ana Paula Neves será trocado pelo de Everton Douglas, irmão mais novo de Eloá. Ainda foi autorizada a retirada das algemas de Lindemberg durante o julgamento. A inclusão de novos documentos aos autos do processo foi negada pela juíza.

Então foi iniciada a apresentação vídeos que as duas partes levaram ao julgamento. A acusação apresentou apenas um vídeo, já a defesa exibiu 13 até o recesso para o almoço decidido pela juíza. O julgamento deve ser retomado às 14h.

O dia

Na chegada ao férum de Santo André, apenas a advogada de defesa de Lindemberg, Ana Lúcia Assad; e a mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, falaram com a imprensa. A estudante Nayara Rodrigues da Silva, baleada durante o sequestro; e Iago Vilera de Oliveira, um dos estudantes que foi mantido refém pelo acusado, entraram sem dar declarações.

Eloá foi retida em casa em uma segunda-feira, e mais de cem horas depois, na sexta-feira, morreu ao levar dois tiros. Nayara Rodrigues, 15, foi baleada no rosto, mas sobreviveu. Outros dois garotos foram liberados ilesos no primeiro dia de sequestro. Na ocasião, Lindemberg foi preso e encaminhado para o presídio de Tremembé (SP).

 

Foto: AE

A estudante Nayara Rodrigues da Silva chega ao fórum de Santo André sem falar com a imprensa

 

O julgamento

Dezenove testemunhas podem ser ouvidas durante o julgamento – cinco de acusação, arroladas pela promotora de Justiça Daniela Hashimoto, e outras 14 de defesa, convidadas pela advogada Ana Lúcia Assad. Cinco repórteres e apresentadores de emissoras de televisão, peritos criminais e policiais foram chamados pela defesa. A ideia é mostrar como a cobertura jornalística pode ter influenciado negativamente o réu.

Perfil violento e manipulador: Lindemberg estava decidido a matar Eloá, defende acusação

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Abusos absurdos em pinheirinho! Comando da PM nega acusação de abuso sexual na desocupação do Pinheirinho

Todo mundo sabe bem o que acontece em guerras: Violação das mulheres, carnificina e destruição. Pois este é o cenário do pinheirio… leiam reportagem abaixo sobre acusções sobre violencia sexual nesta guerra vergonhosa, estado contra o povo e a favor da propriedade privada…
Comando da PM nega acusação de abuso sexual na desocupação do Pinheirinho
Guilherme Balza
Do UOL, em São Paulo

O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Álvaro Camilo, negou nesta sexta-feira (3) as acusações de abuso sexual contra moradores da área do Pinheirinho, em São José dos Campos.

A área foi desocupada no dia 22 de janeiro, dia em que teriam ocorrido os abusos, segundo relato feito por uma moradora ao Ministério Público Estadual.

egundo o comandante, no entanto, as duas mulheres que fizeram as acusações seriam namoradas de homens que foram presos em uma ocorrência relacionada a tráfico de drogas. E as prisões teriam ocorrido na madrugada do dia 23, fora do Pinheirinho.

“É uma ocorrência de tráfico de drogas que não aconteceu no Pinheirinho. Era uma ação de policiamento normal, no Campo dos Alemães [bairro vizinho à comunidade] em que uma viatura estava passando e viu que quatro rapazes fugiram e entraram em uma casa. Eles foram pegos com drogas: dois quilos de maconha, 300 gramas de cocaína e uma arma de calibre 12”, explicou.

Reintegração de posse em São José dos Campos (SP)

Foto 38 de 183 – 22.jan.2012 – Policial retira moradora com filho no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Diversas ruas da região estão isoladas. A polícia usa bombas para conter os moradores da ocupação Mais Roosevelt Cassio/Reuters

Segundo o comandante, os envolvidos serão submetidos a exame de corpo de delito e os policiais também devem ser submetidos a exames toxicológicos. “Tudo será rigorosamente apurado”.

O coronel disse ainda que a PM “vem sendo alvo de acusações mentirosas sobre fatos que supostamente teriam acontecido no Pinheirinho.” “Foi provado que não era verdade”.

03/02/2012 – 17h24

Moradora relata abuso sexual de PM na desocupação do Pinheirinho

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ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

Atualizado às 22h35.

Um grupo de policiais militares é investigado sob suspeita de ter cometido uma série de abusos contra moradores da área do Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP).

Veja imagens da reintegração no Pinheirinho
Homem é agredido por PM após reintegração
Prefeitura registra queixa contra manifestantes do Pinheirinho
Líder do MST ataca Judiciário sobre decisões de reintegração
Sem-teto fazem protesto em Brasília contra ação no Pinheirinho
Polícia apreende armas de GCMs em investigação no Pinheirinho

Uma moradora afirmou ao Ministério Público Estadual que, durante a desocupação da área, em 22 de janeiro, um PM a obrigou a fazer sexo oral nele e também teve seu corpo tocado pelo militar.

O depoimento foi prestado ao promotor João Marcos Costa de Paiva e acompanhado pelo senador Eduardo Suplicy (PT), no dia 1º.

Há também relatos de que PMs comeram mantimentos de moradores do Pinheirinho durante a desocupação, que um dos militares chegou a ameaçar abusar sexualmente de um jovem que vivia no lugar, e que dinheiro dos moradores foi roubado.

Os moradores afirmam ainda que policiais consumiram cocaína em um veículo oficial e que levaram a droga para dentro da casa de uma família.

OUTRO LADO

Para o comandante-geral da PM, Álvaro Batista Camilo, as acusações feitas contra os policiais fazem parte de uma campanha para “difamar” a operação da polícia durante a reintegração de posse do Pinheirinho.

“Nós somos uma instituição séria e um dos nossos três pilares é o respeito aos direitos humanos. Não compactuamos com abusos e não há espaço para maus policiais”, disse o comandante-geral.

Segundo Camilo, na quinta-feira, ele conversou com o senador Eduardo Suplicy sobre as acusações e esclareceu que a Corregedoria da corporação irá investigar de maneira rigorosa o caso.

Veja a íntegra do depoimento dos moradores do Pinheirinho:

Reprodução

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