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Foro Misoprostol, mi decisión.

Boletín de Prensa. Foro Misoprostol, mi decisión.

La Colectiva Salud Mujeres invita al foro “Misoprostol, mi decisión”. El objetivo del foro es desmitificar ciertas creencias que existen en torno al uso de misoprostol para la interrupción del embarazo, así como dar a conocer la experiencia de trabajo de la Línea de Información sobre Aborto Seguro en estos 4 años de acción.

El foro se realizará en las inmediaciones de Mundo Juvenil ubicado en el Pasaje Rumipamba y Shyris el jueves 27 de septiembre del 2012 a las 17:00 horas.

Participarán del foro el Dr. Luis Tavara de la Federación Latinoamérica de Ginecología y Obstetricia, la Dr. Virginia Gómez médica activista feminista por los derechos de las mujeres e integrantes de la Colectiva Salud Mujeres.

El misoprostol es un medicamento que ha revolucionado la forma en que las mujeres abortan en la clandestinidad, según la OMS las mujeres pueden acceder a un aborto seguro con medicamentos hasta las doce semanas si tienen la información adecuada sobre el procedimiento, lo que ha reducido gran parte de las complicaciones causadas por otras formas de abortar en la ilegalidad (agujetas, venenos de ratas, detergentes).

Cada cuatro minutos aborta una mujer en el Ecuador según datos de la Organización Mundial de la Salud. La ilegalidad y clandestinidad de la práctica genera que muchas mujeres arriesguen su salud y sus vidas por abortos inseguros; pero, el misoprostol y la información sobre su uso correcto han cambiado esta realidad para más de 10.000 mujeres ecuatorianas que han llamada a la línea de información sobre aborto seguro de la Colectiva Salud Mujeres  o que se enteraron del uso correcto de misoprostol por otros medios.

Más información:

Colectiva Salud Mujeres

Mail  saludmujeresecuador@hotmail.com

Facebook Salud Mujeres 2.0

Twitter @saludmujeresec

Gabriela Del Salto 097170320

Kelly Perneth 098651661

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O Aborto não deve ser crime!

pautabor esq Nota pública- O Aborto não deve ser crime!

Este ano as mobilizações em torno do dia 28 de setembro – Dia Latino-Americano de Luta pela Despenalização do Aborto – ganham dimensão internacional em todo o mundo organizações e movimentos sociais democráticos estão chamados a posicionarem-se.

No Brasil, às vésperas das eleições municipais e no contexto do processo de reforma do Código Penal, vimos a público repudiar a ação de grupos políticos conservadores que, em nome da defesa da vida, tratam a problemática do aborto de forma irresponsável com os direitos humanos e a vida e saúde das mulheres brasileiras.

Na revisão do Código Penal brasileiro, em curso no Congresso Nacional, reconhecemos a valiosa tentativa de se ampliar os permissivos para a prática do aborto proposta pela Comissão de Juristas. No entanto, prevalece no momento tendência de recrudescimento da criminalização, presente em grande parte das propostas de revisão. Há fortes riscos de que tenhamos um novo código penal com fortalecimento do Estado policial em detrimento do Estado democrático.

Nas eleições, não é de hoje que questões da reprodução são tomadas como estratégia eleitoreira. Em anos passados assistimos a práticas condenáveis da troca de votos por ligadura de trompas. Na esteira da ausência de políticas que efetivem direitos, na impossibilidade de controlar a própria fertilidade de maneira segura e autônoma, milhares de mulheres já se viram obrigadas a receber este tipo de ‘ajuda’ de candidatos e candidatas conservadores.

No presente, não são poucos os candidatos e candidatas que se apressam em condenar o aborto e as mulheres e divulgam amplamente sua posição como estratégia para conferir uma pseudo seriedade e idoneidade a suas campanhas.

QUEM CONDENA O ABORTO PARA TENTAR ELEGER-SE NÃO MERECE SEU VOTO

Certamente as mulheres gostariam de nunca precisar abortar, mas sabemos que nenhuma mulher está livre de um dia precisar abortar. Como demonstram inúmeros estudos e pesquisas e conforme anunciam e denunciam os movimentos de mulheres, a gravidez indesejada é resultante de muitas situações sociais: violência sexual, abuso e exploração sexual, recusa de uso de método contraceptivo por parte dos homens, falhas nos métodos de contracepção, limite de informação e de acesso aos métodos para as mulheres jovens e solteiras, bloqueios diversos a laqueadura de trompas, gestação de fetos anencéfalos, risco de morte para a gestante.

Os mesmos atores que lideram o processo de criminalização do aborto condenam e tentam impedir iniciativas de educação sexual para adolescentes, pretendem proibir e criminalizar a venda e distribuição da contracepção de emergência, que evita que uma gravidez indesejada se instale, pretendem impedir o acesso das mulheres a informações científicas e seguras sobre métodos de aborto, fecham os olhos para os limites dos serviços públicos na oferta de métodos contraceptivos, negam a diversidade de situações enfrentadas por mulheres quando precisam abortar e querem retirar os permissivos de aborto em caso de estupro e risco de morte que estão previsto no código penal brasileiro desde 1940.

NÃO À CRIMINALIZAÇÃO DAS MULHERES!

A simples criminalização do aborto não resolve esta problemática. Ao contrário, a criminalização promove sofrimento, adoecimento e até morte das mulheres, seja por maus tratos nos serviços de saúde, seja por abandono e discriminação de familiares e da vizinhança, seja por colocar as mulheres na clandestinidade, recorrendo a serviços precários de abortamento.

Por isto, neste 28 de setembro, conclamamos a todos e todas se posicionarem por uma reforma democrática do Código Penal que amplie direitos e cidadania.

O aborto praticado por decisão da mulher não deve ser tratado como assunto policial, mas deve ser regulamentado no âmbito da política publica de saúde cumprindo a necessidade de sua legalização e respeito à decisão soberana das mulheres sobre suas vidas.

NENHUMA MULHER DEVE SER PRESA, PUNIDA OU MALTRATADA POR TER FEITO UM ABORTO!

 

Frente nacional contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto

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