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Dia 29 de agosto é dia de luta pela visibilidade lesbica! pelo fim do preconceito contra mulheres que amam mulheres!

visibilidade lesbica

“Afirmar-se como lésbica é
uma identidade política que
transcende a “identidade sexual” e, portanto, constitui uma
ação política para desconstrução da heterossexualidade
compulsória e da heteronormatividade que se manifestam,
por exemplo, na imposição da
maternidade como obrigação e
não como opção”- CEFESS

Em 29 de agosto de 1996, aconteceu o I Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE) onde, pela primeira vez, no Brasil, reuniram-se mais de cem mulheres lésbicas para discutir e rever os seus direitos e conceitos. Esta foi a razão que motivou a escolha data de 29 de agosto como a alusão a este marcante encontro, que possibilitou a abertura de um fórum oficial de discussões e que conferiu mais visibilidade às questões ligada as mulheres lésbicas.
Fonte: SPM

noticias do site: parada Lésbica DF: http://paradalesbica.com.br/2010/08/29-de-agosto-dia-nacional-da-visibilidade-lesbica-somos-muitas-estamos-em-todas-as-partes/

29 de agosto, dia nacional da visibilidade lésbica somos muitas, estamos em todas as partes! Data: 27/08/2010 · Autora: tate · Categoria: Colunas, Cotidiana · 16 Comentários

6ª caminhada lésbica de brasília

29 de agosto de 2010, saindo da torre de tv às 11h44 e rumando até a Praça Galdino, na 703/4 sul
que radicalidade? ser lésbica é um ato politico! num mundo em que mulheres são assassinada, estupradas, violentadas justamente ser mulher ou por não se submeter ao que se espera de uma mulher, a lesbiandade é um ato politico, uma resposta direta ao aprisionamento do patriarcado e da heterossexualidade obrigatória, imposições simbólicas e explícitas que tentam nos impedir de existir, de gozar e de lutar.
ser radical é ir fundo, ir nas raízes: amar outras mulheres, gozar com outras mulheres, estar com outras mulheres e se conectar com a produção cultural, histórica e afetiva das mulheres são formas de viver essa radicalidade. lesbiandade é sororidade, ou seja, solidariedade entre mulheres. não é só sobre com quem você faz sexo: é sobre alianças afetivo-políticas entre mulheres, é sobre com quem você escolhe compartilhar sua vida e de que forma.

que feminismo? a luta pelo fim do sexismo e da lesbofobia é uma luta feminista, vivida e protagonizada por mulheres, e que tem como objetivo primeiro a libertação de nós, mulheres. mas não é uma luta restrita a nós, e tem que ser abraçada por muitas outras pessoas! primeiro porque a liberdade de todas existe a partir da liberdade de cada uma, e enquanto uma estiver ameaçada, todas estaremos! depois, porque os maiores beneficiados pelo patriarcado, que são os homens, têm que assumir suas responsabilidades e questionar seus privilégios, construir outras formas de existência não opressoras, não sexistas!
o feminismo não é sobre odiar determinadas pessoas, mas sobre afeto por nós mesmas e sobre apostar num modo de vida em que as mulheres sejamos livres, protagonistas, sujeitas de nossas próprias histórias e respeitadas em nossa autonomia.

que anti-racismo? da mesma forma que uma só será efetivamente livre quando todas, todxs e todos formos livres, o sexismo só vai acabar quando o racismo acabar. o feminismo anti-racista entende as articulações das várias formas de opressão, e entende especialmente que o racismo é um sistema de dominação antigo e que tem matado, oprimido, aniquilado, estuprado, silenciado e embranquecido corpos e mentes.

somos diversas, temos muitas cores e tons. o fato de inexistirem raças biológicas não faz com que o racismo desapareça, porque racismo tem a ver com o jeito que algumas aparências são recebidas, ou seja, a existência social das raças. não existimos “independentemente” de nossas cores e formas, existismos a partir delas, e é a partir delas que queremos ser reconhecidas, vistas, respeitadas, amadas. o que significa dizer “ela é uma negra linda” quando não se costuma dizer “ela é uma loira linda”? pense… negritude não é o oposto de beleza! e chega de dizer “neguim é foda”, chega de racismo linguístico!

que anti-especismo? algumas pessoas acham que vegetarianismo tem a ver unicamente com saúde. preferimos entender vegetarianismo como forma de demonstrar solidariedade entre espécies diferentes, humanas e não-humanas. o especismo, que é a idéia da supremacia da espécie humana sobre as outras, pode ser enfrentado como o sistema de opressão que efetivamente é, e que tem reflexos na forma com que a humanidade lida com a natureza em geral: se distanciando dela, e a entendendo como “recurso”, ou lugar de onde extrair riquezas e onde despejar resíduos. a natureza não é algo a ser subjugado, conquistado, oprimido, dominado. uma vida livre de crueldade na alimentação, no vestuário, nos remédios, nos cosméticos etc tem a ver com essa proposta ampla de viver sem contribuir pra opressões que se repetem: “da mesma forma que as mulheres não existem pra servir aos homens e as pessoas negras não existem pra servir às brancas, as pessoas não-humanas não existem pra servir às humanas” – nas palavras de alice walker.

a 6ª caminhada lésbica de brasília tem como tema “somos muitas, estamos em todos os lugares”, e vai ter apresentações de mulheres artistas do DF. escolhemos a Praça Galdino (praça do Índio) como lugar de encerramento porque duas tragédias brutais aconteceram ali: em 1997, o indígena Galdino de Jesus, da etnia Paaxó Hã Hã Hãe foi assassinado, e em 2009 um casal de gays em situação de rua foi executado por um funcionário do público que queria “limpar a cidade”. a praça Galdino é um marco político para os movimentos sociais que lutam pra que muitas existências sejam possíveis e respeitadas em suas singularidades, por um mundo em que caibam vários mundos!!

coturnodevenus@coturnodevenus.org.br @coturnodevenus – associação lésbica feminista de brasília

sapatariadf@gmail.com – coletivo de lésbicas e bissexuais do df

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